Joinville
Joinville, Brazil

Estudo CBR para Projeto Viário em Joinville

A rodovia SC-418, que corta a Serra Dona Francisca, é um exemplo claro do desafio de construir sobre solos tropicais. Em Joinville, a umidade relativa média de 78% e os mais de 2.300 mm de chuva anual transformam qualquer erro de dimensionamento de pavimento em trincas e afundamentos em poucos meses. Já vimos obras de loteamento no bairro Pirabeiraba paralisadas porque o subleito saturado não suportava a carga prevista. O ensaio CBR mede exatamente essa resistência. Com ele, determinamos a espessura real das camadas de base e sub-base. Evitamos superdimensionamento que estoura o orçamento. Evitamos subdimensionamento que condena o asfalto em dois verões. Em um projeto na zona industrial Norte, a correlação entre o CBR de campo e o ensaio CPT confirmou a variabilidade do solo residual de granulito-gnaisse, típico da região.

CBR baixo em Joinville não é apenas um número no relatório. É a garantia de que o pavimento vai bombear finos na primeira estação chuvosa.

Características do serviço em Joinville

A norma DNIT 172/2016 rege o procedimento, mas em Joinville o grande vilão é a expansão. Solos argilosos do sopé da serra podem expandir mais de 2% quando saturados, valor que reprova qualquer subleito. Medimos isso com rigor. O ensaio compacta o corpo de prova na energia Proctor especificada, imerge por quatro dias e rompe na prensa. O índice de suporte obtido é comparado com o mínimo exigido pelo DNIT para o volume de tráfego N projetado. Ninguém quer refazer uma base granular porque o solo expandiu e ondulou o pavimento. Para corredores de ônibus com previsão de tráfego N médio, exigimos CBR maior ou igual a 8% e expansão máxima de 1%. Para vias locais, CBR de 4% pode ser aceito se a expansão for controlada. O clima de Joinville, com chuvas concentradas no verão, exige que a drenagem do corpo de prova seja monitorada como se fosse um dia típico de fevereiro na cidade.
Estudo CBR para Projeto Viário em Joinville
Estudo CBR para Projeto Viário em Joinville
ParâmetroValor típico
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário
Imersão do corpo de prova96 horas (4 dias) com sobrecarga padrão
Velocidade de penetração1,27 mm/min
Índice de Suporte CalifórniaRelação percentual na penetração de 2,54 mm e 5,08 mm
Expansão medidaLeitura em extensômetro a cada 24h durante imersão
Volume de tráfego NCBR ≥ 4% (local), ≥ 8% (médio), ≥ 12% (pesado)
Sobrecarga padrão4,5 kg (anéis de aço) simulando camada de revestimento

Procedure video

Fatores críticos do terreno em Joinville


O equipamento de campo que levamos para Joinville é o combo prensa CBR mais cilindro de expansão. Não é um teste rápido. A imersão de quatro dias no laboratório simula a pior condição de saturação do subleito. O risco está em quem coleta amostras deformadas sem identificar o horizonte de solo mole. Um furo de sondagem pode atravessar 1,5 metro de argila siltosa com CBR 2% e o técnico desatento misturar com o solo residual competente da camada inferior. O resultado falseado indica CBR 10% onde há CBR 3%. A pista asfaltada trinca no primeiro ciclo de carga de caminhão. Outro risco comum é ignorar a sobrecarga de 4,5 kg no ensaio de expansão. Sem ela, a expansão medida é artificialmente alta e o projeto é condenado sem necessidade. Nosso laboratório segue a risca a imposição de sobrecarga conforme o peso do pavimento real.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Normas aplicáveis: DNIT 172/2016 – Solos – Ensaio de Índice de Suporte Califórnia, DNIT 164/2013 – Compactação utilizando amostras não trabalhadas, ABNT NBR 9895:2016 – Solo – Índice de Suporte Califórnia (ISC), DNER-ME 049/94 – Solos – determinação do Índice de Suporte Califórnia

Nossos serviços

Executamos o ensaio completo para cada segmento homogêneo do subleito. Não terceirizamos a compactação nem a imersão. Cada corpo de prova é moldado e rompido sob supervisão direta do nosso engenheiro responsável.

Ensaio CBR Completo com Expansão

Moldagem de 3 corpos de prova por ponto de amostragem, compactados na energia Proctor especificada. Imersão de 96 horas com leitura diária de expansão. Ruptura na prensa para curva pressão-penetração.

Estudo de Subleito para Projeto de Pavimentação

Coleta de amostras indeformadas e deformadas ao longo do greide. Classificação MCT expedita. Relatório com CBR de projeto, expansão e espessura mínima de pavimento pelo método DNIT.

Controle Tecnológico de Compactação de Aterro

Verificação de camadas compactadas com ensaio de densidade in situ e coleta de amostras para CBR de aterro. Garantia de homogeneidade e capacidade de suporte do corpo estradal executado.

Perguntas mais comuns


Qual o custo médio de um estudo CBR para pavimentação em Joinville?

O preço final depende do número de furos e da extensão da via.

Quantos pontos de coleta de amostra são necessários para uma rua de 500 metros?

A prática recomendada pelo DNIT é um ponto a cada 100 a 200 metros lineares, alternando bordo esquerdo, eixo e bordo direito. Para 500 metros, são no mínimo 3 pontos. Se houver variação visual do solo, aumentamos a densidade de amostragem.

O ensaio CBR substitui a sondagem SPT no projeto viário?

Não. O SPT fornece a estratigrafia e a resistência à penetração em profundidade. O CBR avalia a capacidade de suporte do subleito superficial. Ambos são complementares e exigidos em projetos de maior porte.

Em quanto tempo fica pronto o relatório de CBR depois da coleta?

A imersão dos corpos de prova dura 4 dias. Após a ruptura, o relatório com curvas de compactação, CBR e expansão fica pronto em até 3 dias úteis. O prazo total, da coleta à entrega, é de aproximadamente 10 dias corridos.

Cobertura em Joinville